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Violência e resistência

Denúncia
LGBTfobia

Dados e realidade

Luto coletivo,
luta organizada

A violência contra a mulher e contra pessoas LGBTQIA+ não é feita de casos isolados: ela nasce da desigualdade, do machismo e de um sistema que lucra com a nossa exploração.

16

feminicídios no RS

Apenas nos primeiros dois meses de 2026

1/6min

estupros no Brasil

A maioria das vítimas são meninas e mulheres

18°

ano consecutivo

Brasil lidera mortes de pessoas trans no mundo

96%

das vítimas trans

Eram travestis ou mulheres trans (dados ANTRA 2025)

70%

das vítimas eram negras

77% tinham menos de 35 anos

82%

dos casos

Apresentaram requintes de crueldade como tortura e espancamento

O recorte da invisibilidade e do ódio

Se as mulheres são os maiores alvos da violência estrutural, as mulheres trans e as de orientação sexual dissidente tornam-se ainda mais suscetíveis. Essa violência não é um caso isolado: é transfobia social. Ela se manifesta na crueldade extrema dos crimes, nas expulsões das escolas e no abandono estatal que nos nega até o direito ao luto.

A violência escolhe cor e idade: 70% das vítimas eram negras e 77% tinham menos de 35 anos. A rua é o espaço mais perigoso, concentrando 62,5% dos casos. A "queda" estratégica dos números em 2025 não significa mais segurança, mas sim subnotificação e medo.

Mulheres diversas

Ao falar sobre mulheres e planejar ações voltadas para esse público, é fundamental ter uma perspectiva interseccional, pois raça, classe social, orientação sexual, idade e outros determinantes também precisam ser considerados. Mulheres negras, periféricas, lésbicas, bissexuais, transsexuais, idosas e com deficiência, além de enfrentarem o machismo, sofrem com outras formas de alijamento socioculturais.

Precisamos unir forças para construir uma sociedade que acolha a diversidade de vivências das mulheres, promovendo uma cultura de respeito às diferenças e de repúdio a toda forma de opressão e preconceito.

Identificar

Como identificar
LGBTfobia

A LGBTfobia não é um evento isolado, mas uma progressão de violências que começa no silêncio e na normalização. Reconhecer os sinais é o primeiro passo para combatê-la.

1. A Normalização

Micro agressões

"Piadas" sobre trejeitos, roupas ou voz. Uso de termos pejorativos disfarçados de "apelido".

Estereotipação

Reduzir a pessoa a um clichê, ignorando sua individualidade e humanidade.

Invisibilização

Ignorar a identidade ou o relacionamento da pessoa. Tratar parceiros(as) como apenas "amigos(as)".

2. A Deslegitimação

Invalidação da identidade

Afirmações como "é apenas uma fase", "falta de vergonha" ou "não precisa se assumir".

Isolamento social

Excluir a pessoa de grupos, círculos de amizade ou eventos familiares devido à sua orientação ou identidade.

Nome e pronome

Chamar pelo nome morto ou utilizar pronomes errados propositalmente para desrespeitar.

3. A Hostilidade

Violência verbal

Ofensas diretas, xingamentos em público, exposição e humilhação deliberada.

Intimidação

"Expor" a pessoa (tirar do armário à força) ou usar chantagem emocional e culpa.

Controle e coerção

Proibir vestimentas, limitar amizades ou impedir demonstrações de afeto.

4. Agressão Direta

Violência física e patrimonial

Agressões físicas, expulsão de casa ou destruição de pertences pessoais (celular, roupas).

Violência sexual

Atos não consentidos, incluindo o chamado "estupro corretivo" (crime hediondo).

Terror psicológico

Perseguição (stalking), ameaças com armas ou chantagens constantes que geram medo.

A cada 34 horas

O Brasil mata uma pessoa LGBTQIAPN+. Somos o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo.

LGBTfobia não é opinião

É crime!

Como combater

Denuncie

LGBTfobia é crime equivalente ao racismo (Lei 7.716/89). Disque 100 ou acesse a Delegacia de Polícia Online da Diversidade RS.

Rompa o silêncio

Não seja cúmplice de "piadas". Diga claramente que o comentário é desrespeitoso.

Eduque-se

Busque informações sobre a diversidade para não reproduzir preconceitos estruturais.

Respeite a identidade

Use sempre o nome social e os pronomes corretos. É o básico da dignidade.

Apoie e acolha

Se alguém relatar violência, ouça sem julgamentos e ajude a buscar redes de apoio.

Centro de Referência de Saúde da Mulher e Saúde LGBTI+

Atendimento multiprofissional e 100% SUS (Sistema Único de Saúde)

Se você ou alguém que você conhece está sofrendo LGBTfobia, procure ajuda. Existem profissionais e redes de apoio disponíveis para acolher e proteger.

Precisa de apoio ou conhece alguém que precisa?

Ver serviços de apoio em Passo Fundo